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Embora sua filha pequena tivesse passado a noite inteira doente em casa, o marido a deixou aos cuidados da mulher e foi para a casa de sua jovem amante. A esposa sabia exatamente o que estava acontecendo, mas não fez escândalo; em vez disso, ligou para alguém para acompanhá-la até a casa da amante… Quando o marido e a amante viram quem estava junto com a esposa, ficaram completamente chocados e tomados pelo medo…

Capítulo 1 – A Noite Que Mudou Tudo


O relógio marcava 2h da manhã em Ipanema, e a chuva fina que caía sobre o bairro refletia nas luzes dos postes, criando sombras que pareciam dançar nas paredes do apartamento de Mariana. Ela estava sentada no sofá, abraçando Luna, sua filha de cinco anos, que tossia e tremia com febre. A respiração curta da menina cortava o silêncio, e o aroma do chá de camomila misturava-se com o cheiro de remédio.

— Mãe… — sussurrou Luna, com a voz fraca, apoiando a cabeça no ombro dela.
— Eu estou aqui, minha pequena. Vai ficar tudo bem — respondeu Mariana, tentando esconder o pânico que sentia.

Mas o que mais doía não era apenas a doença de Luna. Era o vazio da casa, a ausência de Ricardo, seu marido. Ela sabia muito bem onde ele estava. Naquela mesma hora, ele estava na casa de Camila, uma jovem bailarina de samba, com o sorriso provocante e o corpo movendo-se ao ritmo que Mariana conhecia muito bem, mas que agora parecia uma afronta.

Mariana fechou os olhos por um instante, respirou fundo e pegou o celular. Não havia lágrimas, não havia gritos. Só uma determinação silenciosa. Digitou um número que poucos conheciam e, quando a ligação foi atendida, sua voz saiu firme e serena:

— Ele vem conosco.

Do outro lado, um silêncio breve. Depois:
— Entendi. Aguardo você.

A noite parecia mais densa. Cada minuto que passava aumentava o peso no peito de Mariana. Mas havia algo em sua mente que não a deixava fraquejar: ela não permitiria que Ricardo e Camila continuassem subestimando-a.

Ela embalava Luna, murmurando palavras de conforto, até que ouviu o som do carro chegando. Um veículo preto, silencioso, com faróis que cortavam a escuridão como lâminas. Um homem desceu, alto, magro, vestindo um terno escuro, sem revelar expressão. Não havia necessidade de apresentações. Mariana sabia exatamente o que estava acontecendo, e Luna, nos braços da mãe, parecia intuir que algo importante estava para acontecer.

— Está pronta? — perguntou o homem, com voz calma.
— Sempre — respondeu Mariana, mantendo os olhos fixos no chão, sem vacilar.

Ela colocou a pequena Luna no cinto de segurança do carro e entrou ao lado do homem, sentindo cada batida do coração ecoando nas costas. Enquanto o veículo avançava pelas ruas molhadas de Ipanema, as luzes da cidade piscavam em reflexo nos prédios, e Mariana lembrava-se de todos os pequenos sinais que Ricardo tinha deixado. Cada mensagem, cada desculpa falsa, cada sorriso mentiroso. Tudo se encaixava agora.

— Não vou gritar, não vou chorar — murmurou para si mesma, como se precisasse repetir o mantra.
— Não precisa — respondeu o homem. — Eles vão entender sem palavras.

O carro parou diante da casa de Camila. Luzes coloridas iluminavam a fachada, música suave de samba escapando pelas janelas. Mariana respirou fundo, colocou Luna no colo e desceu. Cada passo parecia ecoar como um tambor em seus ouvidos. Ao bater na porta, sentiu que algo dentro dela mudava: a mulher subestimada finalmente tinha o controle.

Quando a porta se abriu, Ricardo sorriu confiante.
— Mariana? O que você… — começou, mas parou ao ver o homem atrás dela.

Camila saiu da sala, ainda sentindo o ritmo da música nos quadris. Seus olhos se arregalaram ao ver Mariana, calma, e o estranho imponente que a acompanhava. O que ela imaginava ser um confronto comum se transformava em uma cena que jamais esqueceria.

— O que é isso? Quem é ele? — perguntou Ricardo, tentando disfarçar o medo que começava a crescer.

Mariana apenas olhou para ele. — Você vai ver.

E naquela noite, Ipanema parecia ter parado. O ar estava pesado, carregado de tensão. Algo estava prestes a explodir, mas ninguém sabia como.

Capítulo 2 – O Silêncio Que Amedronta


O homem em preto deu um passo à frente. Sua presença era quase tangível, preenchendo a sala, sufocando qualquer tentativa de desrespeito. Ricardo recuou instintivamente, enquanto Camila permanecia imóvel, confusa, incapaz de compreender o que estava acontecendo.

— Mariana… — Ricardo começou, tentando recuperar a confiança que tinha perdido com a surpresa. — Eu posso explicar…

— Explicar? — Mariana interrompeu, com uma calma gélida. — Explicar o quê? Que você acha que pode enganar a todos e sair ileso?

Camila engoliu em seco. — Mariana, eu… eu não sabia que ela… — começou, mas Mariana a cortou com um gesto.

— Não importa se você sabia ou não. — Ela se aproximou, ainda mantendo Luna nos braços. — O que importa é que vocês subestimaram minha paciência, minha força… e agora vão conhecer o preço disso.

O homem em preto colocou alguns envelopes sobre a mesa da sala, abrindo-os de forma meticulosa. Fotografias, mensagens de celular, gravações de áudio — provas de todos os encontros secretos, das mentiras repetidas, das desculpas inventadas. Ricardo e Camila olhavam para aqueles papéis como se fossem chamas que consumiam lentamente seu ar de segurança.

— Isso… isso não é possível — sussurrou Ricardo, olhando para Mariana, que agora mantinha o olhar fixo nele.

— É possível. É real. E agora vocês vão lidar com as consequências — disse ela, sem alterar o tom de voz.

Camila tentou se aproximar, mas Ricardo a segurou. Ambos estavam assustados, sentindo algo que nunca tinham sentido antes: o medo de serem expostos, julgados, derrotados.

Mariana respirou fundo e continuou:
— Não vim aqui para gritar, não vim para chorar. Vim para que vocês vejam que subestimar alguém pode custar caro.

O homem em preto observava cada reação, silencioso, como um juiz imparcial que não precisava falar. Ricardo tentou argumentar, mas as palavras morreram em sua garganta. Ele sentiu-se pequeno, impotente. Camila, por sua vez, sentiu um nó no estômago: culpa, medo e vergonha misturados em um só instante.

— Mariana… eu posso consertar… — tentou Ricardo novamente.

— Não, Ricardo. — Mariana sacudiu a cabeça, firme. — Você quebrou a confiança. Você escolheu a mentira. Agora, apenas observe.

O silêncio tomou conta da sala. Até a música que antes preenchia o espaço parecia ter parado. Cada detalhe do apartamento, cada luz refletindo nas paredes, cada sombra parecia conspirar a favor da mulher que tinha decidido não reagir com ódio, mas com inteligência e determinação.

Quando Mariana finalmente pegou Luna nos braços, sabia que o momento tinha chegado. O carro a esperava do lado de fora, o homem em preto ao lado dela, pronto para garantir que nada saísse do controle. Ricardo e Camila ficaram ali, com as mãos trêmulas, encarando os envelopes, sentindo o peso da verdade que jamais poderiam ignorar.

Mariana abriu a porta e saiu, cada passo ecoando confiança. O som da chuva misturado ao ruído da cidade parecia marcar o fim de um ciclo e o começo de outro.

— Vamos, Luna — disse ela, acariciando o cabelo da filha. — Agora estamos seguras.

E na noite chuvosa de Ipanema, Ricardo e Camila ficaram para trás, aprendendo da forma mais dura que nem toda mentira pode ser escondida para sempre.

Capítulo 3 – Liberdade e Renascimento


O carro percorreu lentamente as ruas iluminadas da zona sul do Rio, até que Mariana estacionou perto da praia. A chuva havia diminuído, mas o vento ainda soprava frio, trazendo o cheiro do mar. Luna estava adormecida nos braços da mãe, e Mariana sentiu, pela primeira vez em muito tempo, uma paz estranha, quase surreal.

— Está tudo bem agora — disse o homem em preto, inclinando-se para falar com ela.
— Sim — respondeu Mariana, sem desviar o olhar da menina adormecida. — Obrigada por estar comigo.

Ele apenas acenou, sem palavras. Às vezes, os atos falam mais do que mil discursos. Mariana sabia disso melhor do que ninguém.

Ela caminhou pela areia molhada, sentindo o frio do mar nos pés, e respirou fundo. Cada onda que chegava à praia parecia levar embora os restos de dor e traição que a noite anterior deixou. O céu, limpo agora, começava a tingir-se de tons rosados com a chegada do amanhecer.

— Mãe… — murmurou Luna, ainda sonolenta.
— Shhh… dorme, meu amor. Estamos bem. — Mariana sorriu, abraçando-a com força.

Em sua mente, flashes da noite anterior apareciam: o olhar de medo de Ricardo, a confusão de Camila, o silêncio ameaçador do homem que a acompanhava. Mas, ao contrário do que muitos poderiam esperar, não havia ódio em Mariana. Apenas a certeza de que tinha recuperado sua dignidade, sua força e sua liberdade.

Ela sabia que a vida continuaria cheia de desafios, que a dor da traição poderia reaparecer em lembranças ou mensagens não lidas. Mas, naquele momento, enquanto o sol começava a iluminar o horizonte, Mariana sentiu-se invencível.

E assim, mãe e filha caminharam pela areia, com o mar a seus pés e a brisa acariciando seus cabelos. A cidade acordava lentamente, mas Mariana já havia despertado para algo muito mais importante: ela era dona do próprio destino.

E enquanto observava as ondas quebrando, sorriu. Ricardo e Camila permaneceriam para trás, presos às consequências de suas escolhas, enquanto ela e Luna seguiam em frente, livres, fortes e imbatíveis.

‼️‼️‼️Nota final para o leitor: Esta história é inteiramente híbrida e ficcional. Qualquer semelhança com pessoas, eventos ou instituições reais é mera coincidência e não deve ser interpretada como fato jornalístico.

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